Liberdade.

Em meio ao metrônomo diário de passos, escadas rolantes, trens, o martelar das obras, sinfonias de sons e barulhos é na sensação que encontro o silêncio e o grito.
É na sensação em que mergulho, é nela em que me afogo.
Me afogo na intensidade incontrolável da pessoa que floresceu dentro de um vaso de apartamento e que começa a quebra-lo, de dentro pra fora, abrindo rachaduras no prédio antigo, que aos poucos se esvazia pra dar lugar a um novo conjunto de sobrados.
Substituição constante de símbolos e aprendizados.
Quebrando a pequena sacada do segundo andar por infiltração. Caindo na calçada, esparramada.
Essa é a sensação. Daí que vem o grito. É aí que me afogo. LIBERDADE!

 

*Pequeno conto escrito agora para a inscrição no projeto http://rascunhonopapel.com.br/

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