Is there a Paradise?

CUIDADO! PODE SERVIR COMO GATILHO! Caso você tenha algum tipo de transtorno, depressão, tendências à auto mutilação, por favor, procure ajuda e evite ver este vídeo!

CAUTION! IT CAN BE A TRIGGER! If you have any kind of self harm or suicidal tendencies, depression, please, seek help and avoid watching this video.

Roteiro, Direção, Atuação: Maria Luiza Grantaine

Produção: Rafaela Aquino, Larissa Mendonça

Cameras, assistência: Jhessica Araújo, Larissa Mendonça, Larissa Bueno, Lika Shiroma, Rafaela Aquino.

Edição: Larissa Bueno

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Escreva sobre

Amarro o cabelo do mesmo jeito;
Minha visão de mim mesma não mudou tanto assim;
Você vai sempre ser meu melhor amigo.
Palavras e sensações que não mudam, a menos que o mundo nos mude.
Palavras e sensações que ficam, se quisermos mante-las.
Donos de nossas sensações,
Nos mantemos vivos.

 

Brasil

Os piores pesadelos dos meus antepassados, tão distantes, contados como histórias, se concretizam perante meus olhos.
As pessoas morrem, as dores ficam. São herdadas.
Genéticamente entrelaçadas, como as tramas cíclicas da história.
Houveram mesmo tempos de paz? O que é a paz?
Há lugares em que este conceito sequer existe.
Mas em algumas consciências ele reside.
Sobreviver é o objetivo. Sem saber por que. Por quem.
O como, o quando e o onde são mistérios, contos, folclore.
O cotidiano muda dependendo do seu design. Mas você não tem como escolher outra pele pra vestir, nem outra vida, nem onde se quer existir.
Na imprensa de grande importância mundial, tu é só um marginal, nascido de uma terra roubada pelo dono do jornal.

E aceitamos hastear bandeiras, abana-los com folhas de bananeiras, brigar por suas riquezas, em troca do falso título de realeza.

Uma bandeira que nasceu hasteada ao contrário.

 

 

 

Liberdade.

Em meio ao metrônomo diário de passos, escadas rolantes, trens, o martelar das obras, sinfonias de sons e barulhos é na sensação que encontro o silêncio e o grito.
É na sensação em que mergulho, é nela em que me afogo.
Me afogo na intensidade incontrolável da pessoa que floresceu dentro de um vaso de apartamento e que começa a quebra-lo, de dentro pra fora, abrindo rachaduras no prédio antigo, que aos poucos se esvazia pra dar lugar a um novo conjunto de sobrados.
Substituição constante de símbolos e aprendizados.
Quebrando a pequena sacada do segundo andar por infiltração. Caindo na calçada, esparramada.
Essa é a sensação. Daí que vem o grito. É aí que me afogo. LIBERDADE!

 

*Pequeno conto escrito agora para a inscrição no projeto http://rascunhonopapel.com.br/

Pó.

Tanta coisa juntando pó.
É livro juntando pó, lembrança juntando pó, juntas juntando pó.
Quero limpar, lavar torcer, secar.
Quero mudar, fazer voar. Fazer decolar toda essa potência, que se encontra parada, em meio à poeira.
“Amanhã é o dia” que nunca chega.
AMANHÃ eu vou limpar essa sujeira.
Mas fico nesse dia interminável de coisas mais importantes que limpeza.
Quero lavar tudo com água fria, arrancar tudo pra fora e botar de volta só o que importa, o que constrói, o que convém.

Me deixa limpar a vida, vida. Me deixa reestruturar meu ambiente, limpar minha mente. Me deixa, me permite.
É HOJE, gente.

Caminho.

A bala queima penetrando a pele, deixando um leve cheiro de carne doce queimada. Não dói, o corpo adormeceu os sentidos. Mas ainda sangra.

O sangue escorre numa velocidade assustadora, manchando a pele e deixando manchas permanentes pela roupa, cada vez maiores, numa trilha que levaria ao fim.

O corpo protege as memórias e sensações, te fazendo sentir mais calmo, te preparando para um abraço caloroso, com lembranças de um tempo bom.

O sangue quente escorre e cobre o corpo completamente. O abraço esperado. Poderia fechar os olhos…

Mas os força e ficarem abertos.

Força a visão, agora turva, se arrasta e aos poucos se levanta. Não existe fim. O sangue que envolve as vestes é a água do oásis.

Não existe fim. “Não pra mim”.

Os passos nas poças, o por-do-sol avermelhado em seus olhos às 6:05 da manhã…um longo caminho.

Tem 60% de mim pra escorrer ainda. Nada passa pela mente além do vermelho. Nada existe além do destino. Aguardo a mim mesma na chegada.

WE are your HOME.

Calling your name out loud
You hear them enough
They scream, they shout.

Touching you like you’re loved
Is this love?
To be touched like you’re owned?

So you have to scream for help
But their words worth more than your pain
And it seems that you are raped
again and again and again.

If you don’t feel afraid
If you can’t understand
Try imagining the pain
Of a soul, always restrained.

If you still call her names
If you still invade her space
If you still don’t listen to her
You are the one who hurts.

And if you are the other side
The girl who tries to hide
Know you are not alone.
We are your home.

Happy Woman’s day.